Para alta temperatura com carga mecânica, use PEEK: ele trabalha continuamente até 250 °C e continua rígido, enquanto o PTFE (teflon), embora suporte até 260 °C, deforma sob carga muito antes disso. Escolha o PTFE quando o que manda é resistência química total, baixo atrito ou contato com alimentos, e a peça trabalha com pouca carga. A Polifluor fabrica peças nos dois materiais em Itatiba/SP, a partir do seu desenho.
PTFE x PEEK em números
A temperatura de uso contínuo dos dois é parecida. A diferença está no que acontece com a peça quando há carga, medida pela temperatura de deflexão térmica (HDT).
| Propriedade | PTFE (teflon) | PEEK |
|---|---|---|
| Temperatura de uso contínuo | até 260 °C | até 250 °C (picos de 300 °C) |
| Ponto de fusão | 327 °C | 343 °C |
| Deflexão térmica sob carga (HDT a 1,8 MPa) | 45 a 100 °C | cerca de 160 °C (natural) e 315 °C (com 30% de fibra de vidro) |
| Resistência à tração | 10 a 43 MPa | cerca de 110 MPa |
| Módulo de elasticidade | 0,5 GPa | 3,6 GPa |
| Coeficiente de atrito | 0,05 a 0,10 | 0,18 a 0,22 |
| Densidade | 2,2 g/cm³ | 1,32 g/cm³ |
| Resistência química | praticamente universal; só metais alcalinos e agentes fluorantes atacam | ampla, mas atacado por ácido sulfúrico concentrado, ácidos fortes e halogênios |
| Custo do material | menor | bem maior |
Valores típicos de material natural. Compostos aditivados mudam esses números; confirme na ficha técnica do grau escolhido.
Quando escolher PTFE
- Fluidos agressivos: juntas, vedações e sedes de válvula em contato com ácidos, solventes e bases, inclusive em concentrações que atacam o PEEK.
- Baixo atrito: buchas, fitas guia e placas de deslizamento com carga leve ou moderada, onde o coeficiente de 0,05 a 0,10 dispensa lubrificação.
- Alimentos e fármacos: tubos e peças em contato com produto, com grau aprovado pela FDA.
- Faixa térmica ampla sem carga estrutural: de -200 °C a +260 °C.
Quando escolher PEEK
- Peças estruturais acima de 150 °C: mancais, engrenagens, isoladores e componentes de bombas e válvulas que precisam manter a forma sob carga.
- Tolerância apertada com ciclos térmicos: o PEEK sofre muito menos fluência (deformação permanente sob carga) que o PTFE.
- Substituição de metal: tem menos de 2/3 da densidade do PTFE e resistência mecânica cerca de três vezes maior.
- Esterilização repetida: suporta ciclos de autoclave em equipamentos médicos e farmacêuticos.
Quando nenhum dos dois puros resolve
O PTFE aditivado com grafite, bronze ou fibra de vidro reduz a fluência e o desgaste, mantendo a resistência química. O PEEK com 30% de fibra de vidro sobe a deflexão sob carga para cerca de 315 °C. Em muitos projetos a solução é combinar: corpo da peça em PEEK e face de vedação ou deslizamento em PTFE.
Perguntas frequentes
O PEEK aguenta mais temperatura que o teflon?
Não exatamente. Os dois trabalham na faixa de 250 a 260 °C contínuos. A diferença é que o PEEK mantém rigidez e resistência mecânica nessa faixa, e o PTFE não.
A que temperatura o PTFE derrete?
O PTFE funde a 327 °C. Acima de 260 °C ele já perde propriedades e não deve ser usado de forma contínua.
Posso trocar PTFE por PEEK em contato com ácido?
Depende do ácido. Ácido sulfúrico concentrado, ácidos fortes e halogênios atacam o PEEK. Nesses casos o PTFE é a escolha segura.
Qual é mais caro, PTFE ou PEEK?
O PEEK. Por isso ele costuma ser usado só onde a carga e a temperatura exigem.
A Polifluor fabrica peças em PTFE e em PEEK?
Sim. A Polifluor fabrica tarugos, chapas e peças usinadas em PTFE e PEEK sob desenho, em Itatiba/SP, com tolerância de ±0,05 mm. Veja PEEK, peças em teflon e usinados.


